Cidade

Reajustes no IPTU 2026 de alguns imóveis em Leopoldina gera dúvidas e questionamentos entre contribuintes

Aumento do imposto em cerca de 7% dos imóveis do município é motivado pela atualização cadastral feita por geoprocessamento

Por Liriane Rodrigues

A cobrança do IPTU 2026 em Leopoldina gerou dúvidas entre alguns moradores, especialmente, em relação ao valores cobrados. De acordo com dados da administração municipal, houve, em 2026, uma redução aproximada de 5% em relação ao valor do IPTU de 2025, tendo sido aplicada apenas a inflação apurada no período, de 3,92%.

Apesar disso, nos últimos dias, o Bom Dia Leopoldina recebeu muitas mensagens de espectadores que questionaram o aumento do imposto em seus carnês. A nossa produção, então, foi apurar junto aos órgãos competentes e a especialistas o que justificou esse reajuste sentido por alguns contribuintes.

Os casos de alteração no valor do imposto registrados neste ano estão relacionados, principalmente, ao trabalho de geoprocessamento realizado no município, que utiliza captação de imagens por satélites e cruzamento de dados e de informações para constatar alterações e atualizar a situação dos imóveis do município.

Nesta primeira etapa do geoprocessamento, foram identificados, por exemplo, imóveis que estavam cadastrados como lotes vagos, mas que já possuem construções edificadas. Como um dos critérios utilizados para calcular o IPTU é a área construída, quando uma construção é feita ou uma obra de ampliação é realizada, isso afeta diretamente o valor a ser pago.

Segundo a Prefeitura, cerca de 7% dos imóveis cadastrados no município foram alcançados por essa atualização cadastral. Por outro lado, entre os imóveis residenciais, cerca de 73% tiveram redução nos valores cobrados, em razão da extinção de algumas taxas anteriormente aplicadas.

O cálculo do IPTU é feito baseado no valor venal do imóvel e considera, além da área construída, outros critérios como localização, tamanho do terreno e infraestrutura disponível.

Outro ponto que gerou dúvidas foi a cobrança da taxa de resíduos sólidos. Questionada, a Prefeitura informou que, neste ano, foi instituída a Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos, em substituição a taxas anteriormente cobradas. Segundo a administração, a nova taxa refere-se aos serviços públicos de coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos domiciliares prestados à população.

Sobre direito à isenção, também questionado por espectadores, atualmente, a legislação municipal prevê isenção de IPTU para pessoas diagnosticadas com tumor maligno, desde que possuam renda mensal de até um salário mínimo e meio.
Para solicitar o benefício, o contribuinte deve protocolar requerimento junto ao município, apresentando:

  •  atestado médico com indicação do CID;
  •  comprovante de propriedade e residência no imóvel;
  • comprovante de renda;
  • documentos pessoais;
  • formulários exigidos pela legislação.

Assista a reportagem completa abaixo:

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