Polícia Civil prende 17° integrante de quadrilha investigada por mais de vinte roubos a residências na Zona da Mata
Ação da delegacia de Cataguases cumpre mandados em quatro cidades e prende mulher de 31 anos na 2ª fase da Operação Rapina
Por Liriane Rodrigues
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu mais um integrante da organização criminosa investigada por mais de 20 roubos a residências, com sequestro, extorsão e tortura, cometidos na Zona da Mata mineira. A quadrilha, suspeita de ter cometido dois roubos à mão armada em propriedades rurais do município de Leopoldina neste ano, é a mesma que explodiu uma agência bancária na cidade de Guidoval, em abril.
Nesta quinta-feira (28/5), na 2ª fase da Operação Rapina, a delegacia de Cataguases cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e afastamento de sigilo de dados expedidos pela Justiça em quatro cidades. Na ação, uma mulher, de 31 anos, foi presa em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, investigada pela participação em um roubo ocorrido no dia 20 de março deste ano, no município de Dona Euzébia.
Na ocasião, as vítimas foram mantidas em cárcere privado e sofreram agressões físicas e psicológicas enquanto os criminosos buscavam informações sobre bens, valores e transferências bancárias.
Ainda segundo a Polícia Civil, a mulher também ofereceu sua casa como esconderijo para um suspeito foragido envolvido em uma extorsão mediante sequestro registrado nesta quarta-feira (27/5), em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha. Com esta prisão, sobe para 17 o número de integrantes da quadrilha presos pela Polícia Civil.
“O trabalho investigativo desenvolvido pela Polícia Civil tem sido contínuo e estratégico, visando identificar, localizar e responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa. As ações já realizadas têm causado impactos significativos na atuação da facção em Minas Gerais”, ressaltou o delegado Giovane Dantas, responsável pelas investigações.
O trabalho da Polícia Civil apontou ainda que o grupo é ligado ao Comando Vermelho e tem o papel de angariar recursos para a facção criminosa, por meio de roubos a instituições financeiras e a residências de pessoas de alto poder aquisitivo, entre elas, famílias tradicionais e empresários, que tinham suas rotinas monitoradas por dias.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa é extremamente violenta e, durante os roubos, torturava os reféns. Em alguns casos, os criminosos chegaram a jogar líquido inflamável nas vítimas e, com isqueiros, ameaçaram incendiá-las para ter informações sobre cofres, joias e dinheiro.