Saúde

Pés Diabéticos: complicação comum entre os diabéticos pode levar à amputação e à morte

Formigamento, perda de sensibilidade e feridas nos pés e pernas são sinais que acendem o alerta, explicam especialistas

Por Liriane Rodrigues

Mais de 20 milhões de pessoas – quase 10% da população adulta – têm diabetes no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. Cerca de 90% dos casos são do tipo 2, provocado por má alimentação, sobrepeso e sedentarismo e que tem acometido pacientes cada vez mais novos. E uma das complicações mais comuns da doença é o Pé Diabético, que, quando não tratado e controlado, pode levar à amputação de pés e pernas e até à morte.

Segundo especialistas, os casos de amputação são comuns. A médica endocrinologista Maria Donata Sutti, especialista em Diabetes, explica que a doença acomete o nervo, fazendo com que o paciente perca a sensibilidade. Sem sentir dor, o diabético se machuca com mais facilidade e não percebe o surgimento de feridas, que, se não tratadas imediatamente, infeccionam rapidamente e levam à amputação.

Foto: Bom Dia Leopoldina

A doença também altera a circulação sanguínea, favorecendo o surgimento de feridas espontâneas. Além dos machucados, outros sinais de alerta são formigamento e perda de sensibilidade.

“Até pequenos machucados podem acabar não cicatrizando, devido à glicose alta e à deficiência da circulação já instaladas por causa do diabetes, e eles vão aumentando de tamanho e, em alguns casos, chega a ter que fazer a amputação”, destaca a médica endocrinologista Maria Donata Sutti.

E não são apenas as feridas que podem agravar o quadro de um Pé Diabético. De acordo com a podóloga especialista em Diabetes, Sandra Bartole, um corte de unha errado pode levar à amputação e até um calo, se não tratado, pode virar um problema. Por isso, a indicação é que o paciente diabético procure atendimento de Podologia pelo menos uma vez por mês.

Foto: Bom Dia Leopoldina

“Só o fato de cortar a unha, se for feito um corte incorreto, pode levar mais tarde a um problema grave como a amputação. Calos e frieiras também podem se tornar um grande problema”, informa a podóloga Sandra Bartole.

Além do cuidado adequado com as unhas, o especialista faz uma avaliação completa, que envolve pressão arterial, sinais vitais, frequência cardíaca, circulação sanguínea, testes de sensibilidade, entre outras análises.

Neste processo de prevenção e tratamento do Pé Diabético, a Fisioterapia também tem papel fundamental. Através dela, é feita, com laser, a cicatrização das feridas, orientação e treino de marcha, reeducação da pisada, reabilitação e redistribuição de carga no pé, com o uso de palmilhas especiais.

Foto: Bom Dia Leopoldina

Fisioterapeuta especializado em Ortopedia e em confecção de palmilhas, Igor Reis, sócio da Clínica Unacorpus, explica que as palmilhas terapêuticas são personalizadas de acordo com a necessidade do paciente e importantes no processo de evitar agravamento do Pé Diabético.

“As palmilhas ajudam a redistribuir a carga dos pés, tirando a pressão das áreas onde ainda podem se formar novas feridas e naquelas onde já há feridas, ajudando na cicatrização”, destaca o fisioterapeuta Igor Reis.

Ainda segundo os especialistas, o paciente diabético deve ter acompanhamento multidisciplinar.

Assista a reportagem completa abaixo. 

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