Saúde

Mortes por câncer devem crescer 75% nos próximos anos, diz estudo

No Brasil, um dos cânceres mais comuns é o de intestino, que registrou aumento de cerca de 50% no índice de mortalidade. São 26 mil mortes por ano no país. Especialista orienta sobre exames e prevenção

Por Liriane Rodrigues

As mortes por câncer devem crescer 75% nas próximas décadas, segundo um novo estudo publicado na última semana. De acordo com o levantamento, o número de óbitos causados pela doença no mundo chegará a 18,6 milhões nos próximos 25 anos. Nos últimos 30 anos, as mortes por câncer já tiveram um aumento de 74%.

No Brasil, um dos cânceres mais comuns é o de intestino (cólon e reto), o mesmo que tirou a vida, recentemente, da cantora Preta Gil. O caso dela chamou a atenção para uma realidade vivida hoje no país. Segundo dados recentes, a mortalidade por câncer de intestino no Brasil aumentou cerca de 50% nos últimos 20 anos e ainda deve aumentar 21% até 2040. Somente no ano passado, foram quase 26 mil óbitos por câncer de intestino no país. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que são diagnosticados atualmente no Brasil mais de 45.000 novos casos por ano de câncer de intestino, o terceiro com maior incidência.

Especialista no assunto, o médico gastroenterologista de Leopoldina, doutor Luiz Augusto Cabral, explica que uma das grandes preocupações é o diagnóstico, cada vez mais frequente, do câncer de intestino em jovens, entre pessoas com menos de 50 anos. Por isso, o médico, dono do Instituto de Gastroenterologia e Saúde Dr Luiz Augusto Cabral, destaca a importância do acompanhamento para prevenção.

Exames como a colonoscopia são fundamentais para diagnosticar a doença o mais cedo possível e aumentar as chances de cura. Segundo o especialista, com a evolução dos exames, cada vez mais modernos, é possível, hoje em dia, fechar de forma mais rápida e assertiva os diagnósticos.

Exames de prevenção auxiliam no combate ao câncer / Imagem: Bom Dia Leopoldina

O câncer de intestino está ligado a fatores de risco relacionados ao estilo de vida das pessoas, como sedentarismo, má alimentação, obesidade, estresse, tabagismo e consumo de álcool. O médico gastroenterologista Luiz Augusto Cabral ressalta alguns fatores importantes para prevenção, além do acompanhamento médico: alimentação saudável, prática de exercícios físicos, controle do estresse, evitar o consumo excessivo de bebida alcóolica e não fumar. A maior parte dos casos está concentrada nas regiões Sudeste e Sul.

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