Ministério Público de Minas Gerais realiza nova operação contra quatro médicos anestesistas de Leopoldina
Gaeco cumpriu mandados de bloqueio de bens em Leopoldina e Além Paraíba. Profissionais são suspeitos de desvio na saúde
Por Liriane Rodrigues
O Ministério Público de Minas Gerais cumpriu quatro mandados dentro da investigação que apura o suposto envolvimento de quatro médicos anestesistas de Leopoldina em uma organização criminosa que, segundo o MP, teria desviado dinheiro público destinado à área da Saúde. Os mandados são de constrição – que é a apreensão, bloqueio ou restrição – e indisponibilidade de bens.
Os médicos também são suspeitos de manipulação de escalas médicas, cirurgias simultâneas/sequenciais e cirurgias eletivas durante o plantão SUS.
Na 3ª fase da Operação Onipresença, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, foram cumpridos mandados nos municípios de Leopoldina e Além Paraíba.
Segundo o Ministério Público, as ilegalidades ocorreram nos serviços médicos prestados junto à Casa de Caridade Leopoldinense e ao Hospital São Salvador, em Além Paraíba, unidades conveniadas ao SUS e integrantes da rede regional de urgência e emergência, responsáveis pela prestação de atendimento à população com recursos públicos.