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Funcionários da Caixa Econômica Federal anunciam greve em Leopoldina, Cataguases e região

Paralisação está prevista para começar nesta quinta-feira, dia 10, e seguir por tempo indeterminado. Custos com plano de saúde estão entre os impasses das negociações

Por Lorena Oliveira

Funcionários da Caixa Econômica Federal de Leopoldina, Cataguases e região anunciaram uma paralisação, por tempo indeterminado, com início nesta quinta-feira, dia 10 de setembro. O movimento é nacional. Em Leopoldina, a greve foi informada aos correntistas por meio de comunicados espalhados pela agência.
Diante do anúncio da greve, a direção da Caixa convocou a Comissão Executiva dos Empregados para uma reunião de emergência em São Paulo, na tentativa de apresentar propostas e evitar a paralisação das agências. Se a paralisação for adiante, alguns serviços serão mantidos, mas o atendimento à população ficará suspenso.

A greve é motivada pela insatisfação com o custo do plano de saúde, cujos reajustes nas mensalidades foram transferidos diretamente para os funcionários e aposentados, sem participação da Caixa, comprometendo diretamente a remuneração.

A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Cataguases e região, após assembleias realizadas em todo o país nos dias 3 e 4 de setembro para deliberar sobre as propostas da nova Convenção Coletiva de Trabalho e dos novos Acordos Coletivos de Trabalho.

Embora a greve tenha caráter nacional e afete as principais capitais e regiões do país, a adesão depende das deliberações de cada sindicato local. Em 93 bases sindicais, os empregados decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado. Em 35, a decisão foi por retomar as negociações. Nas demais, a proposta foi aprovada.

O principal motivo de insatisfação dos empregados da Caixa, que é também o centro do impasse, envolve o custo do plano de saúde (Saúde Caixa). O estatuto da Caixa estabelece um limite de gastos com saúde de 6,5% da folha de pagamento, o que restringe a contribuição financeira do banco e transfere o aumento dos custos assistenciais diretamente para os empregados e aposentados por meio de reajustes nas mensalidades, nas taxas de coparticipação e nas cotas.

Eles exigem o fim do teto de 6,5% e o retorno ao modelo histórico de custeio, no qual o banco arca com 70% e os trabalhadores com 30%, evitando, assim, que os descontos no contracheque comprometam a remuneração dos empregados.

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