Polícia

Comerciante de Leopoldina investigado pela Polícia Civil por suspeita de fraude bancária movimentou R$ 3,5 milhões em três anos

Ele foi um dos alvos da 2ª fase da Operação Estorno, desencadeada em 16 de junho, com cumprimento de dois mandados de busca e apreensão

Por Liriane Rodrigues

Um comerciante de Leopoldina, que já teve uma loja de celular no Centro da cidade, foi um dos alvos da 2ª fase da Operação Estorno realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais no dia 16 de junho contra uma quadrilha especializada em fraudes bancárias, clonagem de cartões, invasão de contas digitais e utilização fraudulenta de linhas telefônicas.

Segundo a Polícia, ele movimentou na loja de Leopoldina R$ 3,5 milhões em três anos, valor incompatível com o porte do estabelecimento. No dia da operação, o comerciante foi alvo de dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça e cumpridos no bairro Chácara Dona Euzébia e na Rua Barão de Cotegipe, no Centro.

Em entrevista exclusiva ao Bom Dia Leopoldina, o delegado do Núcleo Regional de Inteligência de Juiz de Fora, Márcio Rocha, responsável pelas investigações, relatou que o investigado movimentou uma quantia incompatível com o porte da loja de Leopoldina, que funcionava em um espaço de uma porta e tinha renda mensal declarada entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.

Ainda segundo o delegado, os indícios apontam que o alvo de Leopoldina era responsável por fazer a lavagem do dinheiro adquirido pela organização criminosa com os golpes.

“A gente identificou essa grande movimentação financeira realizada por esse indivíduo de Leopoldina. Foram 3 milhões e meio de reais em cerca de três anos, totalmente incompatível com o tamanho da loja de celular, que funcionava em uma portinha, e incompatível com a renda declarada entre 2 mil e 5 mil reais. Ele fazia uma espécie de lavagem de dinheiro para essa organização criminosa”, disse o delegado.

“Uma das práticas dessa quadrilha é usar maquininhas de CNPJ para passar os cartões clonados das vítimas. E o comerciante que permite fazer esse tipo de ilicitude recebe uma espécie de comissão. A gente acredita que uma das práticas cometidas por ele foi essa”, completou Márcio Rocha.

Foto: Polícia Civil de Minas Gerais

Na 2ª fase da operação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Leopoldina, Juiz de Fora e Belmiro Braga e cinco homens foram presos em flagrante. As investigações revelaram que o grupo movimentou R$ 45 milhões em quatro anos, fazendo incontáveis vítimas pelo país.

O delegado Márcio Rocha informou ainda que o investigado de Leopoldina já teve negócios em Juiz de Fora, onde teria conhecido alguns dos demais investigados.

“Um dos principais atores dessa organização criminosa fazia conexão com o indivíduo de Leopoldina e transferiu muito dinheiro para ele”, destacou o delegado responsável pelas investigações.

Ao todo, a Polícia Civil identificou, até o momento, 18 suspeitos, dos quais nove foram presos. A maioria jovens, com idades entre 19 e 30 anos, que vivem dos golpes e usam o dinheiro desviado das vítimas para sustentar uma vida de luxo, com viagens e ostentação.

Foto: Polícia Civil de Minas Gerais

“Ninguém ali tem um emprego formal. E eles ostentam vida de luxo, compram artigos de luxo, de ostentação, viagens… Eles movimentaram, no total, 45 milhões de reais em quatro anos”, completou o delegado Márcio Rocha.

Além de vários objetos, os policiais apreenderam, na 2ª fase da operação, três veículos de luxo e vasto material entre cartões e chips de telefone de terceiros.

A suspeita é de que haja outros envolvidos na quadrilha. As investigações continuam.

Assista a reportagem completa abaixo:

 

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