Cidade

Direção do Hospital de Cataguases pede interdição imediata da UTI e das cirurgias de emergência

Medida afeta diretamente os hospitais de Leopoldina e Além Paraíba, que não têm estrutura suficiente para receber todos os pacientes

Por Liriane Rodrigues

A direção do Hospital de Cataguases solicitou a interdição imediata da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e das atividades cirúrgicas vinculadas à Rede de Urgência e Emergência por risco de desassistência médica devido à falta de cirurgiões. A medida afeta diretamente os pronto-socorros das cidades de Leopoldina e Além Paraíba, que receberão a demanda dos pacientes de emergência.

Nossa reportagem conversou com o secretário municipal de Saúde de Leopoldina e interventor da Casa de Caridade Leopoldinense, Márcio Machado, que alertou que a estrutura do hospital de Leopoldina ficará sobrecarregada, que não tem condições de receber todos os pacientes de Cataguases e que a assistência ficará prejudicada. Márcio Machado lembrou ainda que, se a estrutura da Casa de Caridade ficar totalmente ocupada, será necessário transferir os pacientes de Leopoldina também.

O ofício, assinado pelo diretor técnico do Hospital de Cataguases Oswaldo Israel da Silva Cruz e datado desta quarta-feira (08/04), cita que, devido à paralisação dos médicos cirurgiões da urgência e emergência, há um “cenário inequívoco de desassistência médica, com risco imediato à integridade física e à vida dos usuários do hospital, inclusive daqueles internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”.

O documento fala ainda em “grave situação” e destaca que “a inexistência de suporte cirúrgico compromete diretamente a segurança dos pacientes, inviabilizando a adequada condução de casos graves e urgentes”.

Segundo o diretor técnico, a falta de condições mínimas de segurança no funcionamento da UTI e da rede de urgência e emergência impõe a adoção de medidas imediatas para resguardar a integridade, a vida, a saúde e a dignidade dos pacientes, até que seja implementada uma solução definitiva.

O documento foi enviado à Promotoria de Justiça, Gerência Regional de Saúde, Conselho Regional de Medicina, Sociedade Médica, Hospital de Cataguases, Secretaria Municipal de Saúde de Cataguases e Vigilância Sanitária.

Os médicos do Hospital de Cataguases vêm anunciando, desde o ano passado, paralisações e suspensão de atividades devido a atrasos salariais acumulados e descumprimento de questões contratuais.

Nossa reportagem procurou o advogado dos médicos, o presidente do sindicato do hospital e a Prefeitura de Cataguases, mas não conseguiu contato até o fechamento desta reportagem.

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