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Ministério Público apura superlotação durante show em casa de espetáculos de Leopoldina

Órgão recomendou a interdição temporária de três camarotes na Stone House até que projeto de segurança seja atualizado e aprovado

Por Liriane Rodrigues

O Ministério Público de Minas Gerais instaurou um Procedimento de Investigação Preliminar para apurar denúncias de superlotação durante o show da banda Capital Inicial, realizado no dia 7 de março, na casa de eventos Stone House, em Leopoldina.

Segundo o MP, após diligências preliminares e vistoria do Corpo de Bombeiros, o estabelecimento foi parcialmente interditado e foram emitidas recomendações para a venda de ingressos. De acordo com a 3ª Promotoria de Justiça de Leopoldina, para garantir a segurança e o respeito aos direitos dos consumidores, a casa deve abster-se de vender ou disponibilizar ingressos em número superior à capacidade máxima permitida, conforme projeto apresentado e aprovado pelo Corpo de Bombeiros.

O Ministério Público informou que, embora o estabelecimento possua um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros válido, a inspeção realizada no local constatou que foram acrescentadas áreas de ocupação sem a devida atualização do Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico. Na prática, segundo o órgão, a estrutura física utilizada naquele evento divergia do projeto aprovado, o que levou à interdição das áreas excedentes.

Com a recomendação, foram interditados, até a regularização das referidas áreas, os três camarotes.
Segundo a Promotoria de Justiça, a adequação das áreas interditadas dependerá da atualização do projeto de segurança e de nova aprovação por parte das autoridades competentes.

Nossa reportagem entrou em contato com a direção da Stone House que informou que uma nova vistoria dos bombeiros foi realizada e que as exigências solicitadas foram atendidas, com a adequação do projeto de segurança. Ainda de acordo com a casa de espetáculos, os três camarotes já foram liberados.

Questionada sobre as denúncias de superlotação no show do Capital Inicial, a direção da Stone House disse que a venda de ingressos estava dentro da capacidade de público autorizada e que as informações sobre o número de bilhetes vendidos foram encaminhadas ao Ministério Público.

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