Polícia Civil de Leopoldina aperta o cerco contra saqueadores de carga e investiga existência de quadrilha na região
Em entrevista exclusiva ao Bom Dia Leopoldina, delegado regional Diêgo Candian Alves destacou que a Polícia Civil está atenta e que novas operações serão realizadas em breve
Por Liriane Rodrigues
A Polícia Civil de Leopoldina investiga a existência, na região, de uma quadrilha especializada no furto e na receptação de cargas tombadas de caminhões acidentados. A intenção é apertar o cerco contra esses criminosos. Uma grande operação já foi realizada, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, suspeitos foram presos e envolvidos nos crimes foram identificados e indiciados. E as investigações continuam.
Em entrevista exclusiva ao Bom Dia Leopoldina, o delegado regional de Polícia Civil, Diêgo Candian Alves, destacou que a polícia está atenta e que novas ações serão realizadas em breve.
O delegado ressaltou que aqueles que saqueiam a carga ou a recebem para comercializar ou para benefício próprio estão cometendo os crimes de furto, receptação, associação ou organização criminosa e, dependendo da situação, de roubo, todos com pena de reclusão. O delegado regional de Polícia Civil, Diêgo Candian Alves, informou ainda que está em tramitação na Câmara Federal de Deputados um projeto de lei para endurecer ainda mais as penas dos saqueadores de cargas.
No final do mês passado, o Bom Dia Leopoldina anunciou que a Polícia Rodoviária Federal também está fechando o cerco contra os saqueadores de cargas, com a aquisição de um novo drone capaz de identificar pessoas e veículos usados para furtar as mercadorias das carretas acidentadas.
Segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal, do dia 1° de janeiro a 30 de setembro deste ano, ocorreram 34 acidentes com caminhões e carretas no trecho coberto pela delegacia da PRF de Leopoldina. São quase quatro acidentes por mês, ou seja, quase um por semana. Destes, em pelo menos 15 acidentes foram registradas ocorrências de saque de cargas, uma média de quase dois por mês. Três pessoas morreram e 31 ficaram feridas.
Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva com o delegado regional de Polícia Civil, Diêgo Candian Alves.