A mulher que matou a própria filha esfaqueada, em Leopoldina, em julho, não está mais sob custódia no hospital psiquiátrico. Grace Kelly do Patrocínio Lupatini, que estava detida no Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, na cidade de Barbacena, desde a época do crime, foi transferida para um presídio comum. Ela permaneceu na unidade por três meses.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, no dia 10 de outubro, ela foi admitida e está à disposição da Justiça agora no Complexo Penitenciário José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora. O complexo possui dois presídios com pavilhões feminino e masculino e capacidade para abrigar mais de 900 detentos.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, as transferências de presos fazem parte da rotina de gestão prisional do Departamento Penitenciário de Minas Gerais e mais detalhes não são divulgados por razões de segurança.
Na manhã do dia 1° de julho deste ano, Grace Kelly Lupatini, de 32 anos, dopou com medicamento tranquilizante, asfixiou e esfaqueou a própria filha, Laura Liz do Patrocínio Lupatini, de apenas sete anos. O homicídio aconteceu na casa onde mãe e filha moravam, no bairro São Cristóvão. Grace Kelly foi presa em flagrante e confessou o crime. Ela foi denunciada pelo Ministério Público.
De acordo com a denúncia do MP, as investigações apontaram que o assassinato foi uma forma de punição ao ex-marido, pai da criança, de quem Grace Kelly estava separada havia aproximadamente um ano. As autoridades apuraram que, na noite anterior ao crime, a mulher ligou para o ex-marido exigindo que ele lhe respondesse se concordava em retomar a relação. O ex-marido respondeu que não reataria o casamento. Ela, então, perguntou seguidamente se ele tinha certeza de sua resposta. Por fim, colocou a filha para falar com o pai e dizer que “iria ver a neve”.
À época da prisão, a defesa de Grace Kelly conseguiu a transferência dela para um hospital psiquiátrico judiciário, com a justificativa de preservação de sua vida, já que ela teria se auto infligido após matar a filha.
Em sua denúncia, o Ministério Público ressalta que o crime teve motivo fútil, com emprego de asfixia, sem chance de defesa da vítima, foi cometido contra uma menor e por sua ascendente, circunstâncias que são qualificadoras, ou seja, tornam um crime mais grave e aumentam as penas previstas. Grace Kelly vai à Júri Popular.