Saúde

Mais de 780 mil novos casos de câncer de mama devem ser registrados no Brasil entre 2026 e 2028

Diante deste cenário, campanha Outubro Rosa chama a atenção para a importância da prevenção, do tratamento precoce e do autocuidado

Por Lorena Oliveira

Mais de 780 mil novos casos de câncer de mama devem ser registrados no Brasil entre os anos de 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres no Brasil.

De acordo com o Inca, no país, excluindo-se os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente entre mulheres de todas as regiões, com taxas mais elevadas nas regiões Sul e Sudeste. A doença também pode ocorrer em homens, mas é rara, representando apenas 1% do total de casos.

As chances de cura são maiores que 90% quando a doença é detectada precocemente. Por isso, a conscientização, a importância da prevenção, através do autocuidado e dos exames de rotina, e o tratamento precoce são os focos da campanha Outubro Rosa, cuja data principal de mobilização é 19 de outubro, Dia Nacional e Internacional de Combate ao Câncer de Mama.

Além de conscientizar a população, a campanha é importante para informar as pessoas que não conhecem bem a doença e nem suas formas de prevenção.

O Ministério da Saúde orienta que algumas medidas favorecem a prevenção. Entre elas, destacam-se manter hábitos saudáveis, conhecer e observar o próprio corpo em busca de possíveis alterações nas mamas, realizar mamografias periodicamente e procurar avaliação médica diante de sinais como nódulos endurecidos, alterações na pele ou nas mamas, saída espontânea de líquido ou pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço.
A idade, vida reprodutiva da mulher, alta densidade do tecido mamário, obesidade, urbanização, maior status socioeconômico e história familiar de câncer de mama influenciam no grau do risco.

Prevenção
Em 1° de outubro deste ano, passou a ser obrigatória a cobertura da mamografia pelos planos de saúde. Com a mudança, o exame passou a ser coberto sem restrição de idade ou gênero, desde que haja indicação médica. Até então, a cobertura estava prevista apenas para mulheres de 40 a 69 anos.
Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura pode ser utilizada para rastreamento, investigação diagnóstica e acompanhamento do tratamento do câncer de mama.

Tratamento
Quando o diagnóstico é confirmado, os especialistas explicam que o tratamento pode envolver diferentes abordagens, que variam conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e as características de cada paciente. As opções incluem cirurgia, reconstrução mamária, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia.

O câncer de mama tem seu prognóstico e tratamento definidos pela localização do tumor, a idade da pessoa no momento do diagnóstico e o estágio da doença. São considerados também fatores de risco baseados em critérios histopatológicos, biológicos, moleculares e genéticos.

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