Empregos & Negócios

Funcionários da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado

Paralisação começou nesta quinta-feira, dia 10. Alguns serviços estão mantidos, mas atendimento à população fica suspenso

Por Lorena Oliveira

Funcionários da Caixa Econômica Federal de Leopoldina, Cataguases e região iniciaram, nesta quinta-feira, dia 10 de setembro, uma paralisação por tempo indeterminado. Alguns serviços estão mantidos, mas o atendimento à população fica suspenso.

O movimento é nacional e atinge agências de outras regiões. Em Leopoldina, a greve é informada aos correntistas por meio de comunicados espalhados pela agência. A paralisação é motivada pela insatisfação com o custo do plano de saúde, cujos reajustes têm recaído integralmente sobre os funcionários e aposentados.

A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Cataguases e região, após assembleias realizadas em todo o país deliberarem sobre as propostas da nova Convenção Coletiva de Trabalho e dos novos Acordos Coletivos de Trabalho.

Foto: Bom Dia Leopoldina

Embora a greve tenha caráter nacional e afete as principais capitais e regiões do país, a adesão depende das deliberações de cada sindicato local. Em 93 bases sindicais, os empregados decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado.

Diante do anúncio da greve, a direção da Caixa convocou, nesta quarta-feira, dia 09, a Comissão Executiva dos Empregados para uma reunião de emergência em São Paulo, na tentativa de apresentar propostas e evitar a paralisação das agências, mas a greve foi mantida.

O principal motivo de insatisfação dos empregados da Caixa, que é o centro do impasse, envolve o custo do plano de saúde (Saúde Caixa). O estatuto da Caixa estabelece um limite de gastos com saúde de 6,5% da folha de pagamento, o que restringe a contribuição financeira do banco e transfere para os empregados e aposentados os reajustes nas mensalidades, taxas de coparticipação e cotas.

Os funcionários exigem o fim do teto de 6,5% e o retorno ao modelo histórico de custeio, no qual o banco arca com 70% e os trabalhadores com 30%, evitando que os descontos no contracheque comprometam a remuneração dos empregados.

Assista a reportagem completa abaixo:

Últimas Publicações

Você não pode copiar conteúdo desta página